domingo, 31 de agosto de 2008

Testemunhos (Maria Manuela e Filomena Nunes)

No palco da vida

No palco da vida, cada um de nós é o protagonista, actor autêntico e verdadeiro em todos os actos e cenas vividas, duma peça que é única: a nossa história! O RVCC passou por mim por acaso. Agarrei-o e vivi-o com intensidade. Foram olhares por caminhos percorridos, uns escondidos, alguns já esquecidos e outros descobertos. Este mergulhar no mais íntimo e profundo do meu ser, fez-me despertar e renascer.
Agora tenho a certeza que cada passo deste caminho, foi fundamental para a abertura de novas estradas que irão ser palmilhadas com o mesmo sabor e a mesma magia!


Obrigada “Novas Oportunidades”.

Maria Manuela

Julho de 2008

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O meu maior problema foi a falta de tempo

Quando terminei o processo RVCC do 9º ano não tinha em mente avançar para o 12º, no entanto no dia do Júri a Profissional e os formadores incentivaram-me a prosseguir. Perante o apoio deles e do meu marido preenchi logo naquele dia a inscrição para o 12º. Embora com receio de não ser capaz de o concluir fui em frente e ainda bem que o fiz, pois se me deu gozo fazer o Básico, o Secundário ainda me deu mais prazer. O facto de rebobinar o filme da minha vida, fez-me recordar muitas coisas boas que já estavam um pouco apagadas da minha memória e recordá-las foi quase como vivê-las de novo, mesmo as coisas más que aconteceram, quando bem avaliadas, damo-nos conta que as mesmas serviram para nos ajudar a crescer e que delas sempre tiramos algo de positivo.
Embora o processo RVCC não tenha como objectivo ensinar, o certo é que havia muita coisa que eu desconhecia, dadas as circunstâncias tive a necessidade de pesquisar temas e de encontrar situações de vida que encaixassem nos assuntos, de forma a elaborar as reflexões pretendidas. Estas pesquisas levaram a que adquirisse novos conhecimentos e aprofundasse outros.
A Globalização foi o tema sobre o qual mais tive de pesquisar, embora já soubesse vagamente o significado da mesma, nunca procurei aprofundar esses conhecimentos. Não foi fácil, pois encontra-se muita coisa sobre o assunto e compreende-se, mas explicar já é um pouco mais complicado.
Os restantes temas que abordei nas minhas reflexões, foram mais fáceis de trabalhar, já tinha outro tipo de conhecimentos acerca dos mesmos, mas claro que ao desenvolvê-los também acabei por aumentar novos conhecimentos.
Como já disse, gostei muito de fazer este processo, deu trabalho, mas sem trabalho nada se faz, posso dizer que ao contrário de muita gente, as minhas expectativas não foram defraudadas, sei que muitos adultos desistiram porque pensavam que o processo era mais fácil.
Tenho plena consciência que, quem como eu faz o 12º ano através do RVCC não adquire os mesmos conhecimentos, nem a mesma cultura de quem o faz da forma tradicional. No entanto, tendo experiências de vida, e quando resolvi entrar neste processo foi com a ideia de que tinha de as trabalhar, para obter o certificado, tal como aconteceu no básico. Estou feliz e posso mesmo dizer orgulhosa de conseguir estas habilitações de forma justa e sem ajuda de ninguém, salvo a dos profissionais que cumpriram dignamente as suas funções, orientando-me com os referenciais para eu elaborar as reflexões. Para não “perder o fio à meada” fiz sempre questão de estar presente nas sessões com os formadores, mesmo tendo já na minha posse os referenciais; quando já tinha os trabalhos referentes à sessão feitos, aproveitava para elaborar os que tinha em curso e trocar impressões com os formadores e com a profissional. Creio que esta atitude que adoptei perante todo este processo me facilitou e ajudou a que não encontrasse grandes dificuldades. Nunca pensei em desistir, mas o meu maior problema foi a falta de tempo, porém graças à compreensão do meu marido consegui elaborar muitos trabalhos no escritório quando não tinha clientes para atender. Isso só foi possível porque ele (o meu marido) que também é meu patrão me facilitou, não exigindo que as minhas tarefas que estavam por fazer fossem feitas de imediato e, algumas vezes, fazia ele o meu serviço para eu acabar algumas reflexões.
Terminado este processo, faço um balanço desta experiência muito positivo em todos os aspectos, posso mesmo dizer que não me recordo de nenhum ponto menos bom, tudo correu da melhor forma.
Quando iniciei o processo a nível do secundário foi mais para realização pessoal e concretizar o sonho antigo de voltar a estudar e fazer o 12º ano. Depois disto tudo, a ambição já é outra, como já disse nos meus projectos, pretendo tirar o curso de mediação de seguros e continuar a fazer formações para poder abrir uma empresa de consultadoria e gestão financeira e, se possível, criar postos de trabalho. Actualmente posso dizer que já adquiri outros benefícios, dado que com tanto que escrevi neste processo criei outra desenvoltura na elaboração dos textos e no manuseamento do computador.


Filomena Nunes
Grupo 93 NS
Fundão

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